quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Vazio...somente vazio!
Eu lembro dele todos os dias, simplesmente não consigo escrever!
Se algum colega ou amigo ou qualquer coisa tiver alguma sugestão, estou aberta à novas idéias!
Obrigado pela compreensão!E mais ainda, obrigada por continuar tentando ler alguma coisa minha! Qualquer dia sai alguma coisa!
sábado, 5 de janeiro de 2008
Descobrindo. (o quê?! quase tudo!)
No início, parecia que o livro Porto Alegre vista do céu fora feito a partir das mesmas imagens vistas por meus olhos. A cidade ao longe, os carros, as ruas, os prédios, tudo estava mostrado de uma forma que minha mente não tinha recordações, não fora pelo livro citado acima.
Quisera eu conhecer toda a anatomia da cidade de Porto Alegre, mas infelizmente a minha geografia não era nem de perto capaz disso.
As pessoas aos poucos ficaram distantes e minúsculas. O aeroporto, apesar de sua extensão, não passava de mais um prédio horizontal. O Guaíba tornou-se muito pequeno.
Passados um tempo, já conseguia visualizar as montanhas repletas de verde, sua beleza era estonteante. O relógio passava devagar, ainda assim, mais depressa que os 20 minutos iniciais que me separavam dos meus.
Eu já fazia parte das nuvens e elas de mim.
Já conseguia perceber o mar límpido de Santa Catarina. Todas aquelas ondas, agora, pareciam não ter movimento algum. O jet sky foi o único corajoso capaz de quebrar o "silêncio" do mar, colocando ruídos ao que antes era limpo.
Essas foram as primeiras impressões de uma viagem que terminaria apenas 44 horas depois...
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Encontro agendado
Quando me dou conta, estou a caminho do primeiro encontro. Difícil descrever as sensações. São muitas. Curiosidade, apreensão, medo, dúvidas e a certeza de que o caminho a percorrer a partir deste encontro será, por vezes, tortuoso.
Cheguei ao prédio. O porteiro é excepcionalmente gentil e delicado. Transmite um pouco de tranqüilidade. Espero alguns minutos. Chega a minha vez. Entro no elevador, como um animal que é levado ao abate. Aquele aperto no peito. Ao abrir a porta, aguardo um rosto sério, mas sou surpreendida por um semblante amigável. Ela quase deixa escapar um sorriso, mas como não nos conhecemos ainda, o contém.
A sala é ampla e sem iluminação excessiva. O ambiente me parece perfeito. Sento-me em um sofá confortável, ela senta no outro.
...os livros na estante me distraem por um certo tempo...
Começo a falar, embora a vontade seja de apenas observar todas as coisas e ela. Esta, olha-me como quem busca o máximo de informações relevantes sobre a minha personalidade, durante aquele período de tempo. Mal sabe ela, que faço o mesmo. Aquela roupa, aquele espaço, a forma como senta, fala e ouve descrevem muito a respeito do que virá pela frente.
A minha fala não é tímida, delicada ou envergonhada, muito pelo contrário, utilizo as palavras de forma como se desejasse resolver TODAS as questões em apenas um encontro. E de fato, quero.
Ela, pouco fala, apenas ouve com atenção. Isto me causa certo estranhamento. Complicado falar com alguém que só escuta. De fato, acho que falava para alguém.
A maioria das pessoas ficam ansiosas ao encontrar com alguém. Saber seus gostos, cuidar para não falar nada inadequado e dar uma boa impressão. Eu fiquei ansiosa ao encontrar comigo mesma.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Falta de habilidade é pouco
Quase que simultaneamente ao início do segundo grau, iniciei as aulas de tênis. Aí sim, demonstrei minha real habilidade: técnicas domésticas! Pelo menos consegui liberação das aulas de Ed. Física. Pratiquei o esporte durante quase 5 anos. Diversos professores, turmas, horários. E eu, até hoje, não sei qual é o mistério do saque (para o totalmente leigos: saque é quando jogamos a bolinha para cima e acertamos com a raquete para o outro lado da quadra, de preferência por cima da rede!). Se disser que o tênis não me acrescentou coisa alguma, estarei mentindo. A questão é: o que EU acrescentei para o tênis?!
Desisti do esporte, por tempo indeterminado. Horários inflexíveis e aulas ao sábado na faculdade me afastaram do tal esporte complicado. Pretendo um dia volta a jogar, quando estiver com mais tempo, mais dinheiro e com a vida quase ganha (talvez este dia não chegue, mas a esperança continua).
A musculação me apareceu como uma faca de dois gumes. Por um lado, não suportava ficar levantando pesos. Por outro, o tempo era flexível, demasiadamente flexível. Iniciei as aulas. Não levantava muito mais do que uma pena. A emoção de ficar batendo em uma bolinha e descontar toda ira diária na coitada havia desaparecido. Deu lugar a um complicado início. Flexão de joelhos: um ótimo exercício, para quem possui qualquer habilidade em flexionar os joelhos para trás, sem curvar, quase que completamente, a coluna.
Hoje me vejo feliz com a academia. Reformulando a frase. Meus colegas de horário são ótimos e me divirto à beça!Mas ainda não desisti de aprender o mecanismo do saque, será que com a idade ele torna-se mais fácil?!Pagarei para ver.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Estamos sempre olhando, como que em busca de algo. Desde a barriga da mãe nossos olhos abrem-se, olham a sua volta e tornam a fechar. E o movimento se repete constante e quase infinitamente.
Durante a existência humana ele é a parte que mais se alegra ou entristece. Ele diz tudo, ainda que nem todos compreendam. Ele sabe tudo, ainda que muitos duvidem. Ele sente tudo.
Antes mesmo de nossa mente pensar a respeito de qualquer assunto. Antes mesmo de nossas mãos tocarem. Antes mesmo de nosso coração sentir. Antes mesmo de ouvirmos algo. Antes de qualquer sentido, nosso olhar pensou, sentiu, ouviu e viu.
É inútil tentar descrevê-lo, é necessário usá-lo.
Simplesmente olhar